Por: Marcelo
Pelas projeções do Ministério da Educação, a partir da reestruturação do ensino básico, iniciada em 2009, o Brasil deverá alcançar, no quesito educação formal, os mesmos níveis verificados entre os países mais desenvolvidos em 2022. Hoje estamos atrás de, só para ficarmos nas Américas, países como Trinidad Tobaco, Uruguai, Colômbia, México e Chile ( e ainda queremos liderar o Continente!!!)
Todos sabem que a educação é a base de qualquer país desenvolvido, com qualidade de vida e maior justiça social pois, a partir dela, é que se assenta a democracia, que se fortalece a partir das consciências cidadãs de seu povo, e que, por isso, se desenvolve economicamente e diminui suas desigualdades sociais.
E enquanto não chegamos lá vamos distribuído dinheiro: Bolsa Família, Bolsa Cultura, Minha Casa Minha Vida, Prouni e outros – presas fáceis dos malfeitores e afins.
Mas até aí tudo bem, é um começo. No entanto, será que chegaremos lá sem conhecermos e falarmos bem nosso idioma, que é um dos símbolos de nossa soberania como nação?
“ Os livro”; “Nos foi pescar” , e por aí vai, nos levará à meta, tão longínqua, de 2022?
Parece que esta pergunta o MEC não se fez pois acaba de distribuir< à todas escolas do ensino básico do Brasil, livros didáticos que ensinam que falar errado está certo: afinal não se pode discriminar quem fala errado – é o famigerado politicamente correto.
E você, o que pensa a respeito?
Você se preocupa com a sua língua pátria?
Pois é, penso que ela vai muito mal, obrigado, ou melhor, meus pêsames!
10 de jul. de 2011
Descubra o que o Satanás quer te vender neste comercial!
Criado por Andre Price, esse filme tem 90″ e contou com a produção da alemã Baden-Württemberg e pós da Lafourmi e da NHB Vídeo. Eu poderia muito bem contar de que o comercial se trata, mas só tem graça se você descobrir. Vamos lá dê o Play.
Dirt Devil-The Exorcist from MrPrice2U on Vimeo.
Conheça como o iPod touch também pode servir como instrumento educativo
Muito se fala do poder do iPad como instrumento de educação em escolas e faculdades, mas poucos se dão conta que o mesmo pode acontecer com seu “irmão menor”, o iPod touch, que possui praticamente as mesmas funções do tablet.
O iPod touch custa metade do preço do iPad e ainda assim pode ajudar bastante na educação de crianças. Para demonstrar isso, a Apple realizou um vídeo contando o caso de uma escola elementar no subúrbio de Escondido, San Diego (EUA). A escola possui grande número de alunos filhos de imigrantes, que possuem o inglês como segunda língua, não como primeira. O iPod touch facilita (e muito) a rápida aprendizagem e aprimoramento do idioma.
É uma grande maneira de fazer as crianças aprenderem enquanto se divertem. E nem estamos falando aqui de jogos, mas da forma interativa de educar, o que atrai muito a atenção deles. Ao realizar uma leitura de textos, por exemplo, eles gravam diretamente no iPod (através do Gravador de Voz), permitindo escutarem sua voz e analisarem se ficou bom ou não. Em muitos casos, eles mesmos pedem para repetir a leitura para tentar fazer melhor, o que faz com que o aprimoramento seja imediato (o que não aconteceria se eles lessem diretamente para a professora).
Veja o vídeo completo a seguir:
Claro que nos Estados Unidos a Apple facilita muito a compra conjunta de iPods e iPads para as escolas, o que ainda não acontece no Brasil. Mas quem sabe um dia ela muda isso? =D
Conheçam o Financiamento Colaborativo
Por Cristiano Nery
Caros aspiras à administradores, publicitários, engenheiros, advogados e
afins.
Sabe aquele seu sonho, aquela ideia genial de negócio que você teve (e nunca
nem contou pra ninguém) para o qual, entra ano e sai ano, e a única coisa
que você fala é: “Ah, daqui a um tempo eu vou fazer isso! Ou; Tô sem grana
agora”? E se o dinheiro não fosse um obstáculo! E se você achasse gente
disposta a investir na sua ideia de um jeito que você mantivesse 100% dos
direitos e as pessoas ainda ficassem satisfeitas por isso? Parece impossível?
Pois bem não é!
O financiamento colaborativo (em inglês crowdfunding) é um modelo que
tem feito sucesso mundo afora nos últimos anos. A principal referência é o
norte-americano Kickstarter, que já financiou projetos de quase um milhão de
dólares. Algumas iniciativas apareceram no Brasil nos três últimos meses e, a
meu ver, que esse movimento veio pra ficar em 2011.
A ideia básica é a seguinte: um monte de gente contribuindo a partir de
pequenas quantias e recebendo algo em troca (um produto, uma experiência)
faz com que inúmeros projetos possam, digamos, sair do armário. A primeira
plataforma brasileira a apostar em financiamento colaborativo para projetos
criativos no Brasil foi o Catarse Para você não ficar perdido e de cara já
receber algumas dicas para o seu projeto acontecer, vamos conhecer os
exemplos de alguns projetos brasileiros.
1.Queremos (queremos.com.br).
Imagine que você é um daqueles fãs de carteirinha da Shakira, fica sabendo
que ela vem tocar aqui no Brasil e descobre que a turnê não vai passar em
sua cidade (muito comum aqui em Belo Horizonte), mas aí você descobre que
tem um grupo de pessoas querendo trazer o show para sua cidade e que, para
reunir essa grana, precisa de 200 reais pelo ingresso pago por um determinado
número de pessoas, e ainda se não conseguir reunir o dinheiro suficiente,
você ainda poderá receber seu dinheiro de volta; sensacional, né? A ideia
do “Queremos” é basicamente essa: fazer com que eventos sensacionais não
fujam da sua cidade e que os próprios fãs da banda possam se juntar para que
isso aconteça. Em menos de 6 meses de funcionamento, o que começou com
alguns amigos, trocando e-mails, se transformou em uma plataforma que já
levou 9 shows para o Rio.
Ela quer fazer uma viagem por 12 cidades ao redor do mundo, e ficar em cada uma delas por um mês. São cidades nas quais o design urbano foi reformulado pra que elas se tornassem um lugar melhor para pedestres e ciclistas, com a ideia de melhorar a vida dos seus habitantes. O que a Natália quer é fazer uma mega levantamento sobre isso pra ver como a gente pode melhorar as nossas cidades por aqui.
Ela até poderia vender a pauta para um jornal, uma revista e ter a grana pra viajar. O que muda a história é que ela quer espalhar essa história pra todo mundo, sem se prender a uma mídia ou outra. Como juntar grana então? Crowdfunding! O projeto captou incríveis R$25.785, de 285 pessoas em apenas 60 dias. Nada mal.
Cidades para Pessoas from Natália Garcia on Vimeo.
3. Pulp Dance
Macho que é macho gosta de ver sangue e, por isso, gosta dos filmes do Tarantino. Foi inspirado neles que um grupo de dança de Porto Alegre criou o espetáculo Pulp Dance, com direito a cenas de tortura e espaço para diálogos do jeito bizarro que o diretor sempre lança mão.
Você pode ficar com um pé atrás por achar que dança não é do seu gosto, mas o espetáculo é cheio de mulheres gostosas lindas e tem cenas que misturam provocações sexuais e situações engraçadas.
O bacana (além das mulheres) é que o grupo quer fazer esse trabalho de forma totalmente independente, sem ficar refém de editais públicos – aquela burocracia que todo mundo conhece. Para resolver o problema, iniciaram uma campanha de crowdfunding. Deu certo. Vale a pena ver o vídeo do pessoal.
Pulp Dance from Catarse on Vimeo.
4. Ajude um repórter
Sabe quando você chega no final do dia, vai olhar seu email pessoal e tem lá 200 emails novos? E, pior, entre todos, só dois ou três têm alguma coisa realmente interessante.
Não é muito diferente do que acontecesse com os jornalistas hoje. É uma chuva de gente mandando press release, querendo publicar algo na imprensa, sem perguntar antes ou querer saber se aquilo é do interesse do jornalista para as suas pautas.
O Ajude um Repórter (ARPO) é um serviços daqueles que causam um “Ah, e por que ainda não existia?”. O que ele faz é inverter a ordem das coisas pra facilitar a vida de todo mundo. O repórter lança a pauta e as fontes que puderem contribuir com aquele assunto entram em contato com ele.
Esse serviço hoje é feito basicamente pelo perfil @ajudeumreporter – e muita gente ainda acha que o Twitter não serve pra nada – mas a ideia é expandir para uma plataforma bem mais bacana e com mais funcionalidades.
Como para construir um site bom é necessário uma grana, o jeito foi montar uma campanha crowdfunding e pedir para o público ajuda pra financiar essa empreitada, oferecendo alguns mimos em troca (como um caderno estilo Moleskine com o logo do ARPO para quem apoiar com R$50).
Em 60 dias o projeto levantou R$15.695, de 190 pessoas.
Ajude um Repórter from Gustavo Carneiro on Vimeo.
5. Eu Maior
O Eu Maior é um documentário sobre autoconhecimento e busca da felicidade – não, seu tapado, não é autoajuda e não é assunto de baitola. Talvez se conhecer melhor seja uma das maneiras mais primorosas pra você descobrir o homem que há dentro de você e começar a fazer as coisas acontecerem.
O filme ainda está em fase de produção, mas já tem um monte de gente de peso que já deu entrevista: Monja Coen, Leonardo Boff (um dos homens que você deveria conhecer, segundo o próprio PdH), Carlos Burle (o surfista de ondas gigantes), Marcelo Yuka e por aí vai.
O bacana é que mesmo o projeto estando dentro de uma lei de incentivo, grande parte da captação (R$200mil) não está sendo feito com empresas, mas sim direto com o público, a partir de cotas de R$100. Até hoje já foram levantados praticamente de R$90mil. E eles ainda te dão direito a restituir esse valor do seu Imposto de Renda e de você garantir sua cadeira na pré-estreia do filme nos cinemas.
Pensa só: você, no fim, não paga nada e ainda ganha um ingresso, quer mais o quê?
O vídeo que o pessoal fez pra ilustrar as pessoas a apoiarem o projeto e ajudar a entender como funciona o lance do imposto de renda. É das coisas mais bonitonas já feitas pra ensinar alguma coisa aparentemente chata de se explicar.
EU MAIOR - Patrocine você também! from EU MAIOR on Vimeo.
6. Meu time de futebol
Querer ser jogador de futebol é coisa que todo homem sonha. Poder ter seu próprio time de futebol não é coisa que todo homem sonha porque ele acha que isso é bem mais impossível do que querer ser jogador. Mas não é mais.
Inspirado no gringo MyFootBallClub, um grupo de brasileiros está dando os primeiros passos para criar o Meu Time de Futebol. A ideia é que um monte de gente, podendo adquirir pequenas quotas, compre um time de futebol – de verdade! No site tem até uma votação para definir qual time deveria ser comprado (o mais votado até agora é o Sport Clube Maguary, do Ceará).
O projeto está em uma etapa para conseguir captar R$ 4 milhões que servirá para comprar o time e investir na sua infraestrutura.
O mais sensacional é que quando o time for jogar, os próprios torcedores poderão dar seus pitacos na escalação – e ai do técnico se ele não der ouvido, afinal, seu cargo está na mão dos torcedores.
7. Rabiscaria
Você não tem como discordar de que é do caralho ter aquele produto exclusivo, com edição limitada. Rabiscaria é uma loja online que faz esse tipo de produto ao unir o bem em si com o trabalho de um artista plástico. A ideia é criar produtos – copos de whisky, copos de vodka (a ideia é vender mais outras coisas, mas o que mais você precisa em casa do que apetrechos para whisky e vodka?) – que tenham um design único.
Para começar o negócio, eles já tinham o site, o desenho dos primeiros produtos e o parceiro para fabricá-los. Só faltava a grana inicial pra produzir as primeiras peças e é ela que eles resolveram buscar através do crowdfunding.
Lógico, a campanha foi um sucesso e eles arrecadaram mais de R$23 mil em 45 dias.
Rabiscaria from Rabiscaria on Vimeo.
8. A Quente A Frio
Filme de ação com atropelamento, morte, bandido, ok. Se o bandido é atropelado bem na hora que estava assaltando, e morre, já não parece mais uma história convencional. Se a pessoa que estava sendo assaltada é a acusada de matar o bandido, mesmo que ela não tenha nenhuma culpa no cartório, mas não consegue provar isso, aí a trama começa a se encher de suspense e já fica na cara de que o filme é bom.
Na real, o A Quente A Frio é um filme foda. Ele já está gravado, cheio de gente conhecida no elenco. Pra listar três nomes: Caco Ciocler, Gustavo Machado, Marcelo Serrado. Uma parte pra lá de importante pra um filme acontecer é a pós-produção. Pra não depender de verba pública, leis de incentivo, burocracias infinitas, a roteirista e diretora Juliana Reis se aventurou em uma campanha de crowdfunding pra levantar R$45.000 para essa etapa final.
O projeto tem pouco mais de 60 dias pra conseguir levantar esse valor. Tirando R$10 da carteira você já pode fazer parte do time de apoiadores. Tem recompensa até pra você viajar com a equipe do filme pra apresentá-lo em festivais internacionais.
A Quente A Frio! Catarse (crowd funding) from Juliana Reis on Vimeo.
A primeira plataforma brasileira a apostar em financiamento colaborativo para projetos criativos (empreendedores, artísticos, jornalísticos, esportivos) no Brasil foi o Catarse (e eu, sou um dos sócios). O site está no ar há 3 meses mês e já tem mais de 20 projetos levantando grana por lá .
Pequena retrospectiva e grande surpresa do Catarse from Catarse on Vimeo.
Então, já pensou que sua ideia pode se tornar realidade e ser encorpada por
centenas de pessoas, assim como dos exemplos acima? E aí, o que está
esperando? Tire logo sua ideia do armário!
Caros aspiras à administradores, publicitários, engenheiros, advogados e
afins.
Sabe aquele seu sonho, aquela ideia genial de negócio que você teve (e nunca
nem contou pra ninguém) para o qual, entra ano e sai ano, e a única coisa
que você fala é: “Ah, daqui a um tempo eu vou fazer isso! Ou; Tô sem grana
agora”? E se o dinheiro não fosse um obstáculo! E se você achasse gente
disposta a investir na sua ideia de um jeito que você mantivesse 100% dos
direitos e as pessoas ainda ficassem satisfeitas por isso? Parece impossível?
Pois bem não é!
O financiamento colaborativo (em inglês crowdfunding) é um modelo que
tem feito sucesso mundo afora nos últimos anos. A principal referência é o
norte-americano Kickstarter, que já financiou projetos de quase um milhão de
dólares. Algumas iniciativas apareceram no Brasil nos três últimos meses e, a
meu ver, que esse movimento veio pra ficar em 2011.
A ideia básica é a seguinte: um monte de gente contribuindo a partir de
pequenas quantias e recebendo algo em troca (um produto, uma experiência)
faz com que inúmeros projetos possam, digamos, sair do armário. A primeira
plataforma brasileira a apostar em financiamento colaborativo para projetos
criativos no Brasil foi o Catarse Para você não ficar perdido e de cara já
receber algumas dicas para o seu projeto acontecer, vamos conhecer os
exemplos de alguns projetos brasileiros.
1.Queremos (queremos.com.br).
Imagine que você é um daqueles fãs de carteirinha da Shakira, fica sabendo
que ela vem tocar aqui no Brasil e descobre que a turnê não vai passar em
sua cidade (muito comum aqui em Belo Horizonte), mas aí você descobre que
tem um grupo de pessoas querendo trazer o show para sua cidade e que, para
reunir essa grana, precisa de 200 reais pelo ingresso pago por um determinado
número de pessoas, e ainda se não conseguir reunir o dinheiro suficiente,
você ainda poderá receber seu dinheiro de volta; sensacional, né? A ideia
do “Queremos” é basicamente essa: fazer com que eventos sensacionais não
fujam da sua cidade e que os próprios fãs da banda possam se juntar para que
isso aconteça. Em menos de 6 meses de funcionamento, o que começou com
alguns amigos, trocando e-mails, se transformou em uma plataforma que já
levou 9 shows para o Rio.
2. Cidades para pessoas
Tem coisa pior do que engarrafamento o dia todo, todo dia? Até tem: dar 20 voltas na quadra e não achar nunca um lugar pra estacionar. E esses são só dois dos problemas que as cidades tem hoje em dia envolvendo transporte. A jornalista Natália Garcia é daquelas que se incomoda com isso, mas não para por aí. Ela está se mexendo pra mudar essa realidade.Ela quer fazer uma viagem por 12 cidades ao redor do mundo, e ficar em cada uma delas por um mês. São cidades nas quais o design urbano foi reformulado pra que elas se tornassem um lugar melhor para pedestres e ciclistas, com a ideia de melhorar a vida dos seus habitantes. O que a Natália quer é fazer uma mega levantamento sobre isso pra ver como a gente pode melhorar as nossas cidades por aqui.
Ela até poderia vender a pauta para um jornal, uma revista e ter a grana pra viajar. O que muda a história é que ela quer espalhar essa história pra todo mundo, sem se prender a uma mídia ou outra. Como juntar grana então? Crowdfunding! O projeto captou incríveis R$25.785, de 285 pessoas em apenas 60 dias. Nada mal.
Cidades para Pessoas from Natália Garcia on Vimeo.
3. Pulp Dance
Macho que é macho gosta de ver sangue e, por isso, gosta dos filmes do Tarantino. Foi inspirado neles que um grupo de dança de Porto Alegre criou o espetáculo Pulp Dance, com direito a cenas de tortura e espaço para diálogos do jeito bizarro que o diretor sempre lança mão.
Você pode ficar com um pé atrás por achar que dança não é do seu gosto, mas o espetáculo é cheio de mulheres gostosas lindas e tem cenas que misturam provocações sexuais e situações engraçadas.
O bacana (além das mulheres) é que o grupo quer fazer esse trabalho de forma totalmente independente, sem ficar refém de editais públicos – aquela burocracia que todo mundo conhece. Para resolver o problema, iniciaram uma campanha de crowdfunding. Deu certo. Vale a pena ver o vídeo do pessoal.
Pulp Dance from Catarse on Vimeo.
4. Ajude um repórter
Sabe quando você chega no final do dia, vai olhar seu email pessoal e tem lá 200 emails novos? E, pior, entre todos, só dois ou três têm alguma coisa realmente interessante.
Não é muito diferente do que acontecesse com os jornalistas hoje. É uma chuva de gente mandando press release, querendo publicar algo na imprensa, sem perguntar antes ou querer saber se aquilo é do interesse do jornalista para as suas pautas.
O Ajude um Repórter (ARPO) é um serviços daqueles que causam um “Ah, e por que ainda não existia?”. O que ele faz é inverter a ordem das coisas pra facilitar a vida de todo mundo. O repórter lança a pauta e as fontes que puderem contribuir com aquele assunto entram em contato com ele.
Esse serviço hoje é feito basicamente pelo perfil @ajudeumreporter – e muita gente ainda acha que o Twitter não serve pra nada – mas a ideia é expandir para uma plataforma bem mais bacana e com mais funcionalidades.
Como para construir um site bom é necessário uma grana, o jeito foi montar uma campanha crowdfunding e pedir para o público ajuda pra financiar essa empreitada, oferecendo alguns mimos em troca (como um caderno estilo Moleskine com o logo do ARPO para quem apoiar com R$50).
Em 60 dias o projeto levantou R$15.695, de 190 pessoas.
Ajude um Repórter from Gustavo Carneiro on Vimeo.
5. Eu Maior
O Eu Maior é um documentário sobre autoconhecimento e busca da felicidade – não, seu tapado, não é autoajuda e não é assunto de baitola. Talvez se conhecer melhor seja uma das maneiras mais primorosas pra você descobrir o homem que há dentro de você e começar a fazer as coisas acontecerem.
O filme ainda está em fase de produção, mas já tem um monte de gente de peso que já deu entrevista: Monja Coen, Leonardo Boff (um dos homens que você deveria conhecer, segundo o próprio PdH), Carlos Burle (o surfista de ondas gigantes), Marcelo Yuka e por aí vai.
O bacana é que mesmo o projeto estando dentro de uma lei de incentivo, grande parte da captação (R$200mil) não está sendo feito com empresas, mas sim direto com o público, a partir de cotas de R$100. Até hoje já foram levantados praticamente de R$90mil. E eles ainda te dão direito a restituir esse valor do seu Imposto de Renda e de você garantir sua cadeira na pré-estreia do filme nos cinemas.
Pensa só: você, no fim, não paga nada e ainda ganha um ingresso, quer mais o quê?
O vídeo que o pessoal fez pra ilustrar as pessoas a apoiarem o projeto e ajudar a entender como funciona o lance do imposto de renda. É das coisas mais bonitonas já feitas pra ensinar alguma coisa aparentemente chata de se explicar.
EU MAIOR - Patrocine você também! from EU MAIOR on Vimeo.
6. Meu time de futebol
Querer ser jogador de futebol é coisa que todo homem sonha. Poder ter seu próprio time de futebol não é coisa que todo homem sonha porque ele acha que isso é bem mais impossível do que querer ser jogador. Mas não é mais.
Inspirado no gringo MyFootBallClub, um grupo de brasileiros está dando os primeiros passos para criar o Meu Time de Futebol. A ideia é que um monte de gente, podendo adquirir pequenas quotas, compre um time de futebol – de verdade! No site tem até uma votação para definir qual time deveria ser comprado (o mais votado até agora é o Sport Clube Maguary, do Ceará).
O projeto está em uma etapa para conseguir captar R$ 4 milhões que servirá para comprar o time e investir na sua infraestrutura.
O mais sensacional é que quando o time for jogar, os próprios torcedores poderão dar seus pitacos na escalação – e ai do técnico se ele não der ouvido, afinal, seu cargo está na mão dos torcedores.
7. Rabiscaria
Você não tem como discordar de que é do caralho ter aquele produto exclusivo, com edição limitada. Rabiscaria é uma loja online que faz esse tipo de produto ao unir o bem em si com o trabalho de um artista plástico. A ideia é criar produtos – copos de whisky, copos de vodka (a ideia é vender mais outras coisas, mas o que mais você precisa em casa do que apetrechos para whisky e vodka?) – que tenham um design único.
Para começar o negócio, eles já tinham o site, o desenho dos primeiros produtos e o parceiro para fabricá-los. Só faltava a grana inicial pra produzir as primeiras peças e é ela que eles resolveram buscar através do crowdfunding.
Lógico, a campanha foi um sucesso e eles arrecadaram mais de R$23 mil em 45 dias.
Rabiscaria from Rabiscaria on Vimeo.
8. A Quente A Frio
Filme de ação com atropelamento, morte, bandido, ok. Se o bandido é atropelado bem na hora que estava assaltando, e morre, já não parece mais uma história convencional. Se a pessoa que estava sendo assaltada é a acusada de matar o bandido, mesmo que ela não tenha nenhuma culpa no cartório, mas não consegue provar isso, aí a trama começa a se encher de suspense e já fica na cara de que o filme é bom.
Na real, o A Quente A Frio é um filme foda. Ele já está gravado, cheio de gente conhecida no elenco. Pra listar três nomes: Caco Ciocler, Gustavo Machado, Marcelo Serrado. Uma parte pra lá de importante pra um filme acontecer é a pós-produção. Pra não depender de verba pública, leis de incentivo, burocracias infinitas, a roteirista e diretora Juliana Reis se aventurou em uma campanha de crowdfunding pra levantar R$45.000 para essa etapa final.
O projeto tem pouco mais de 60 dias pra conseguir levantar esse valor. Tirando R$10 da carteira você já pode fazer parte do time de apoiadores. Tem recompensa até pra você viajar com a equipe do filme pra apresentá-lo em festivais internacionais.
A Quente A Frio! Catarse (crowd funding) from Juliana Reis on Vimeo.
A primeira plataforma brasileira a apostar em financiamento colaborativo para projetos criativos (empreendedores, artísticos, jornalísticos, esportivos) no Brasil foi o Catarse (e eu, sou um dos sócios). O site está no ar há 3 meses mês e já tem mais de 20 projetos levantando grana por lá .
Pequena retrospectiva e grande surpresa do Catarse from Catarse on Vimeo.
Então, já pensou que sua ideia pode se tornar realidade e ser encorpada por
centenas de pessoas, assim como dos exemplos acima? E aí, o que está
esperando? Tire logo sua ideia do armário!
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